consciência

Não fui lá.

Fui eu.

Quão errado é aceitar um beijo de quem nos gosta? Quão inocente é aceitar uma carícia de quem pretende proteger-nos? 

Quão indelicado é aproveitar-se desta aproximação para reclamar uma relação?

Quão necessitados de carinho?

Acusada de fugir, de procurar festinhas, de me vingar, nada disto foi, mas usei. Também usada. Na existência de consentimento, onde está a falta de lealdade? Criminaliza-se o descontrolo de travões? A vontade de ser seduzida? Acariciada? Os pedidos de desculpa sobrepunham-se à situação como justificação da minha fraqueza, ele continuou, convicto de que eu nos tentava enganar a ambos.

Trancada na ideia de ter sido desvalorizada por quem me atraía, rendi-me a quem verdadeiramente sentia algo por mim sabendo que não o iria retribuir posteriormente.

Bom, o arrependimento fugiu.

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